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23.07.2010
Oficinas de Prática da Psicologia nas Emergências e Desastres buscam contribuir para estruturar o trabalho dos psicólogos em Pernambuco

 

Em Pernambuco, as chuvas intensas do último mês, aliadas à habitação em locais de risco, já deixaram 26.966 pessoas desabrigadas e 55.643 desalojadas. No Estado, já existem 201 abrigos catalogados, com 9.629 moradores, conforme informações da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe). Os estragos na infra-estrutura das cidades ainda comprometem o auxílio às vítimas e o cuidado com a proliferação de doenças. Pelo menos 85 postos de saúde, 403 escolas, 10 delegacias e cadeias e oito academias das cidades do estado foram destruídas.
Um número grande de psicólogos está atuando nas situações de emergências em Pernambuco. São voluntários, servidores públicos ou contratados pela Secretaria de Desenvolvimento Social para trabalhar nas áreas afetadas em supervisão dos voluntários, apoio aos abrigos e cadastramento dos desabrigados.
Atentos à necessidade de subsidiar o trabalho da categoria nesta que é uma área bastante nova de inserção da profissão, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Regional de Pernambuco (CRP-02) reuniram-se com a Coordenadoria de Defesa Civil do estado (Codecipe) e com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Pernambuco para a realização de um ciclo de oficinas sobre a prática da Psicologia nas emergências e desastres.
As duas primeiras oficinas ocorrem dias 27 e 28 de julho, no Recife, e reunirá cerca de 70 psicólogos. A experiência, inédita, busca construir protocolos e diretrizes que contribuam para a atuação dos profissionais em circunstâncias de emergências e desastres, contribuindo para estruturar a atuação local. O intuito é elaborar um protocolo emergencial que balize a atuação da Psicologia  como um passo importante para a construção coletiva de referências profissionais para atuação em situações de Emergências e Desastres.
O objetivo é avaliar o trabalho de campo, discutir a política nacional de defesa civil e princípios de trabalho da Psicologia nesta situação. A oficina terá como base o acúmulo dos debates sobre o tema que vêm sendo realizados pelos Conselhos de Psicologia, que participaram intensamente do processo de construção da I Conferência Nacional de Defesa Civil, ocorrida em março de 2010, na qual buscaram espaço para as contribuições da Psicologia nessas situações, além da garantia de transparência nas ações e políticas públicas e da participação da sociedade nas decisões e atividades.
Para Angela Lapa Coelho, colaborada do CFP no tema, a oficina será importante, pois vai discutir a temática numa perspectiva não só de curto, mas de médio e longo prazo e avançar o debate na área. “Vamos poder escutar que tipo de práticas já vem sendo feitas e agregar conhecimento ao ouvir os profissionais que vão trazer suas experiências de campo”, indica.
A presidente do Conselho Regional de Psicologia da 2ª Região (Pernambuco), Rejane Cavalcante, considera importante a realização da oficina neste momento importante para o enfrentamento das emergências e desastres em Pernambuco. “Além de possibilitar a qualificação dos psicólogos que já estão nas frentes de emergência, será possível dar visibilidade à contribuição da Psicologia, enquanto Ciência e Profissão, para o enfrentamento dessa situação”, avalia. Ela ressalta também a parceria com a Defesa Civil do estado e do município de Recife. “É importante porque inaugura possibilidade de ações integradas futuras e de diálogo mais próximo do fazer na área de emergências e desastres”, afirma.
Para o Gerente do Sistema Único de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Joelson Rodrigues, a oficina cumprirá papel importante para a qualificação dos profissionais. “Ela surge para a qualificação dos técnicos que hoje estão em campo, os da municipalidade e os contratados. Os profissionais da Psicologia terão aperfeiçoamento profissional que vai qualificar toda a atuação a ser desenvolvida com a população dos municípios”, afirma.
Na oficina, é esperada a participação de psicólogos voluntários e contratados pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Pernambuco para o processo de reconstrução das cidades. Também participarão psicólogos da gestão dos Serviços de Assistência Social - responsáveis pela gestão da crise -, dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializada (Creas), da Defesa Civil do estado e dos municípios, além de conselheiros e membros das comissões gestoras do CRP-02.
 
modificada em 23/08/2010
/pol/cms/pol/noticias/.org.br
23.07.2010 por 
Oficinas de Prática da Psicologia nas Emergências e Desastres buscam contribuir para estruturar o trabalho dos psicólogos em Pernambuco

 

Em Pernambuco, as chuvas intensas do último mês, aliadas à habitação em locais de risco, já deixaram 26.966 pessoas desabrigadas e 55.643 desalojadas. No Estado, já existem 201 abrigos catalogados, com 9.629 moradores, conforme informações da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe). Os estragos na infra-estrutura das cidades ainda comprometem o auxílio às vítimas e o cuidado com a proliferação de doenças. Pelo menos 85 postos de saúde, 403 escolas, 10 delegacias e cadeias e oito academias das cidades do estado foram destruídas.
Um número grande de psicólogos está atuando nas situações de emergências em Pernambuco. São voluntários, servidores públicos ou contratados pela Secretaria de Desenvolvimento Social para trabalhar nas áreas afetadas em supervisão dos voluntários, apoio aos abrigos e cadastramento dos desabrigados.
Atentos à necessidade de subsidiar o trabalho da categoria nesta que é uma área bastante nova de inserção da profissão, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Regional de Pernambuco (CRP-02) reuniram-se com a Coordenadoria de Defesa Civil do estado (Codecipe) e com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Pernambuco para a realização de um ciclo de oficinas sobre a prática da Psicologia nas emergências e desastres.
As duas primeiras oficinas ocorrem dias 27 e 28 de julho, no Recife, e reunirá cerca de 70 psicólogos. A experiência, inédita, busca construir protocolos e diretrizes que contribuam para a atuação dos profissionais em circunstâncias de emergências e desastres, contribuindo para estruturar a atuação local. O intuito é elaborar um protocolo emergencial que balize a atuação da Psicologia  como um passo importante para a construção coletiva de referências profissionais para atuação em situações de Emergências e Desastres.
O objetivo é avaliar o trabalho de campo, discutir a política nacional de defesa civil e princípios de trabalho da Psicologia nesta situação. A oficina terá como base o acúmulo dos debates sobre o tema que vêm sendo realizados pelos Conselhos de Psicologia, que participaram intensamente do processo de construção da I Conferência Nacional de Defesa Civil, ocorrida em março de 2010, na qual buscaram espaço para as contribuições da Psicologia nessas situações, além da garantia de transparência nas ações e políticas públicas e da participação da sociedade nas decisões e atividades.
Para Angela Lapa Coelho, colaborada do CFP no tema, a oficina será importante, pois vai discutir a temática numa perspectiva não só de curto, mas de médio e longo prazo e avançar o debate na área. “Vamos poder escutar que tipo de práticas já vem sendo feitas e agregar conhecimento ao ouvir os profissionais que vão trazer suas experiências de campo”, indica.
A presidente do Conselho Regional de Psicologia da 2ª Região (Pernambuco), Rejane Cavalcante, considera importante a realização da oficina neste momento importante para o enfrentamento das emergências e desastres em Pernambuco. “Além de possibilitar a qualificação dos psicólogos que já estão nas frentes de emergência, será possível dar visibilidade à contribuição da Psicologia, enquanto Ciência e Profissão, para o enfrentamento dessa situação”, avalia. Ela ressalta também a parceria com a Defesa Civil do estado e do município de Recife. “É importante porque inaugura possibilidade de ações integradas futuras e de diálogo mais próximo do fazer na área de emergências e desastres”, afirma.
Para o Gerente do Sistema Único de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Joelson Rodrigues, a oficina cumprirá papel importante para a qualificação dos profissionais. “Ela surge para a qualificação dos técnicos que hoje estão em campo, os da municipalidade e os contratados. Os profissionais da Psicologia terão aperfeiçoamento profissional que vai qualificar toda a atuação a ser desenvolvida com a população dos municípios”, afirma.
Na oficina, é esperada a participação de psicólogos voluntários e contratados pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Pernambuco para o processo de reconstrução das cidades. Também participarão psicólogos da gestão dos Serviços de Assistência Social - responsáveis pela gestão da crise -, dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializada (Creas), da Defesa Civil do estado e dos municípios, além de conselheiros e membros das comissões gestoras do CRP-02.
 
modificada em 23/08/2010

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